A tensão pré-menstrual (TPM) é um dos distúrbios mais comuns a afetar as mulheres. A maioria delas passa por algumas alterações hormonais durante o ciclo menstrual, mas somente quando estas mudanças tornam-se desconfortáveis, a ponto de interferir de forma importante em seu estilo de vida, diz-se que elas têm TPM.
Acometendo 30-80% das mulheres, a partir dos 25 anos de idade, apresentam algum sintoma fisiológico da menstruação que são caracterizados por: sensibilidade nos seios, constipação ou diarréia, cólicas, retenção hídrica com ganho de peso até 2 quilos, fadiga, alterações no humor como: irritabilidade, depressão, choro, hipersensibilidade emocional, insônia, suor nas extremidades, tontura, desmaio, dor de cabeça, mudanças no apetite e no comportamento alimentar (compulsão por doces e chocolates), dificuldade de concentração, menor desempenho, sufocação e acne ou seja, uma montanha russa de sintomas que deixam as mulheres com os nervos a flor da pele.
Na literatura a TPM foi descrita pela primeira vez em 1931, quando a medicina descobriu o papel dos hormônios na regulagem do organismo, em um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Nova York, este estudo deu o nome de Tensão Pré-Menstrual que chamamos até hoje, onde ele já citou os sinais e sintomas acima e perceberam que o estrogênio sobe e a progesterona baixa, quando a mulher menstrua os sintomas passam. Se ela chega a ponto de interferir nas suas atividades normais é aconselhável procurar tratamento.
Existe tratamento nutricional para TPM?
Sim, existe, porém não existe um cardápio na gaveta pronto para a TPM. Tem que ser individualizado, pois nem todas as mulheres apresentam os mesmos sintomas devido as alterações nos neurotransmissores cerebrais que estão por traz desses sintomas, a famosa serotonina o hormônio do bem-estar é liberada durante a atividade física e algumas vitaminas, então é nessa hora que a nutrição entra como uma educação alimentar ,a avaliação dietética ajuda muito a detectar deficiências de vitaminas e minerais que durante a oscilação hormonal causa vontade de alimentos doces, incluir no cardápio alimentos que causam prazer, o aconselhamento psicológico, exercício físico, e as vezes se faz necessário avaliação bioquímica. A intervenção farmacológica através de um médico especializado também pode ser de grande importância. Nem todas as condutas são devidamente respaldadas. Em geral, recomenda-se: diminuir a ingestão de alimentos refinados, açúcar, sal, cafeína, álcool, e outros alimentos gordurosos, fazer refeições leves ajudam a não se sentir tão inchada e sendo de 3 em 3 horas faz com com que o metabolismo acelere a queima de gorduras, o uso de chás ajudam na retenção hídrica, não pular refeições também pode ajudar, praticar 20-30 minutos de exercício físico, três vezes na semana (corrida, caminhada, ciclismo, natação); utilizar técnicas de relaxamento (respiração profunda, ioga, meditação); repousar no período mais agudo; não planejar atividades estressantes para essa fase, são as dicas que podem te ajudar.
Valéria Silvério de Godoy
Nutricionista Clínica
CRN 23693

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